O Emacs resiste ao tempo

Eu  procurava um atalho para selecionar o buffer todo e encontrei em uma página publicada DEZ ANOS atrás.
E a dica continua útil e funcionando.
Emacs é “atemporal”

BTW, o comando para marcar o buffer todo (ou selecionar tudo)  é

C-x h

(e processadores de texto que não têm os recursos do Emcas começam e me irritar)
(e isso tende a piorar)

Consegui! (usar o org-mode)

Estou utilizando o org-mode com aaaamplo sucesso e estou realmente satisfeito com a ferramenta. O Emacs consegue reunir tudo que é necessário para adminsitração pessoal, de uma forma prática. A dificuldade é aprender a usar o Emacs, mas penso que valeu amplamente a pena.

Infelizmente, o processo de aprender não é um processo interessante de documentar. São tantos vai e vens que desanima e tenho certeza que cansaria o leitor. Pensei até em apagar este blog, mas o nome é bom e pode ser que eu o utilize no futuro. Talvez eu continue acrescentando informações de referência.

Se quiser falar sobre Emacs e Org-mode (principalmente!) esteja à vontade pra entrar em contato. Meu email é joao ponto brito arroba yahoo ponto com ponto br.

Org-Mode, finalmente

Essa história toda de aprender a usar Emacs para guardar todas as informações na forma de texto tinha como objetivo único e exclusivo aprender o suficiente para passar a utilizar o Org-mode, um tipo de major mode do Emacs. Finalmente estou começando a usar o org-mode e os recursos estão me surpreendendo. Fácil? Dificilmente. Compensador? Claro.

Major mode, não é o modo do major nelson, eu também não sei explicar direito o que é mas trata-se de adaptar o Emacs para funcionar conforme o tipo de material que está sendo editado. Assim, se você quer programar java, o Emacs tem um major mode para o programador de java, se você está escrevendo html, idem, e assim por diante. e o Org-mode é um major mode para quem quer organizar informações na forma de árvores.

Eu já comecei a utilizar e é sensacional. Segue a home page do projeto, mas, adianto, é bem complicado. Ainda assim, persisto. Texto puro é o único formato de arquivo que eu posso levar para qualquer lugar e o Emacs é o melhor processador que eu já encontrei para fazer “certas coisas” com texto puro.

Org-Mode – http://orgmode.org/

Movendo-se uma tela por vez

Para mover-se de tela em tela, há dois comandos

C-v    avança uma tela
M-v    retorna uma tela

Para centralizar a tela no ponto onde está o cursor, use

C-l (letra "l")

Somente texto

Estou cada vez mais convencido de que gráficos são bons apenas para jogos. Para organizar-se e produzir, texto e números provocam muito menos ruído. Novamente, Emacs é a resposta.

Editando – refill mode

Quando você está digitando no Emacs, ao chegar no final da linha, você passa imediatamente para a linha de baixo. Isso, visualmente, porque na verdade você continua digitando na mesma linha até teclar enter. O Emacs indica que se trata a mesma linha (embora dividida visualmente em várias) com uma seta curva no final da linha, assim:

Repare que a linha é quebrada exatamente onde você estava digitando, não importa se era uma palavra inteira ou não. Isso dificulta um pouco a leitura. Se você não gostar desse modo, existe um modo menor chamado refill mode que facilita a leitura. Para ativá-lo tecle Meta-x seguido de refill-mode e enter

M-x refill-mode

Pronto. Agora ao escrever sua tela terá a seguinte aparência:

As palavras não são quebradas, o que facilita a leitura, mas na verdade, continua sendo uma linha só, até que você tecle enter no final de uma. Se você quiser desativar o refill mode, basta fazer novamente o comando M-x refill-mode. As mudanças não serão visíveis imediatamente, mas só quando você editar uma linha.

Abrindo arquivos e a tecla Tab

Uma coisa bem chata de fazer no Emacs (até que a gente se acostume, pelo menos) é abrir arquivos. Neste post vou mostrar como fazer isso e como usar a tecla tab para facilitar o processo de navegar entre diretórios e achar os arquivos que você procura.

O comando para abrir arquivos é:

C-x C-f

Isso faz com que o cursor apareça na parte de baixo do editor, na chamada linha de comando, com o caminho do diretório em que o Emacs está instalado.

linhaDeComando01

Você tem várias opções, a mais direta é apagar esse endereço e digitar o caminho completo do arquivo que você quer abrir e teclar enter, por exemplo:

d:/pessoal/meutexto.txt(exemplo para Windows)

Outra opção um pouco mais amigável é fazer assim: você apaga a linha completa e digita só a letra do disco em que está o arquivo que você quer abrir. Em seguida, aciona a tecla tab. Isso vai mostrar uma lista dos diretórios nesse disco.

d:/tab

O resultado é como na imagem abaixo, todos os diretórios do disco d. Eu deixei visível apenas o diretório “pessoal” que é o que eu quero abrir:

linhaDeComando02

Em seguida, você digita apenas a primeira letra do diretório que quer abrir, no meu caso, a letra “p”, e depois tab novamente. O Emacs agora lista apenas os diretórios que começam com “p”.

d:/p tab

linhaDeComando03

Se você tem mais de um, como no meu caso, você digita a próxima letra do diretório que deseja e aciona tab mais uma vez.

d:/pe tab

linhaDeComando04

Agora aparece na linha de comando apenas o diretório que você deseja, sem que você tenha que digitar o nome do diretório inteiro. Acione tab mais uma vez e aparecerá o conteúdo do diretório:

tab

linhaDeComando05

Assim como você fez com os diretórios, pode fazer com os arquivos: digite a primeira letra do nome do arquivo e tecle tab. O Emacs vai listar apenas os arquivos que têm nomes começando com essa letra.

m tab

linhaDeComando06

então digite o restante do nome do arquivo e tecle enter. Pronto, o arquivo será jogado para um buffer do Emacs para que você o edite. Lembre-se, a tecla tab funciona como um recurso de autocompletar, sugerindo as possibilidades que você tem disponíveis.

Movendo o cursor no Emacs – palavras

O Emacs também permite andar de palavra em palavra. Para isso há apenas dois atalhos:

Avança uma palavra: M-f
Volta uma palavra: M-b

Não esqueça: C (de control) é a tecla Ctrl;    M (de meta) é a tecla Alt.

Movendo o cursor no Emacs – caracteres e linhas

Uma das características mais interessantes do Emacs é que ele foi pensado de forma que você tenha de afastar os dedos o mínimo possível do teclado para realizar as operações, e assim atingir o máximo de produtividade. Mas, para atingir essa tal produtividade, você tem que aprender atalhos novos e diferentes dos que você está acostumado.

Não esqueça: C (de control) é a tecla Ctrl;    M (de meta) é a tecla Alt.

Avança um caractere: C-f
Volta um caractere: C-b
Desce uma linha: C-n
Sobe uma linha: C-p

Para quem sabe inglês fica mais fácil lembrar esses atalhos: eles são a tecla control mais f de forward (frente), b de back (trás), n de next (proximo) e p de previous (anterior).

Existem muitos comandos de movimentação e quanto mais devagar você se concentrar neles, maior a chance de memorizá-los. No próximo post, mais atalhos de movimentação do cursor.

Estou usando cada vez mais os atalhos do Emacs. Isso ainda vai dar certo.

Movendo-se entre buffers

Para mover-se de um buffer para outro, tecle C-x seta. Ou seja, segure a tecla Ctrl e pressione a tecla “x”, depois uma seta para a direita ou para a esquerda.

Para mover-se entre os buffers

C-x seta (no PC, Ctrl-x seta)

Os comandos do Emacs baseiam-se em combinações de teclas que começam ou com a tecla Control (no teclado do PC é a tecla Ctrl) ou a tecla Meta (no teclado do PC é a tecla Alt)

C - tecla Ctrl
M - tecla Alt

Por que não chamar de Ctrl e Alt simplesmente? Porque o Emacs funciona em um gazilhão de plataformas e nem todas têm Alt.

Experimente escrever um pouco no buffer *scratch* e depois feche o Emacs com o comando

C-x C-c (Ctrl-x seguido de Ctrl-c)

Nada do que você digitou será salvo, por enquanto.

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